Jesus, nosso único amor

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Olhai sempre por nós

Sejam bem vindos e mergulhem no Amor de Deus por nós!

Tudo por um mundo cheio do Amor Incondicional de Deus por nós. Mudemos o mundo levando as imagens invisíveis do Céu para a humanidade que hoje só crê nas imagens visíveis.

ZELAR PELA MÃE TERRA

ZELAR PELA MÃE TERRA
Minha doce Mãe, te ofereço essas flores!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

CHEGAM OS TRÊS REIS MAGOS - POR MARIA VALTORTA


Na estrada principal avança uma caravana. cavalos ajaezados e outros que seguram as rédeas, os dromedários e camelos sobre os quais alguém vem cavalgando, ou segurando as rédeas.

O som do casco é como um rumor de águas a esfregar as pedras do córrego. Na praça, eles param. O comboio, sob os raios da estrela, é fantástico. Adornos, as roupas dos cavaleiros, seus rostos, tudo, a bagagem brilha no esplendor da estrela, metal, couro, seda, jóias, peles.

 Os olhos brilham, sorrindo, das bocas o sorriso brota porque há outro esplendor em seus corações: o de uma alegria sobrenatural.


Enquanto os servos são dirigem para o local onde as caravanas pode ficar, três descem de seus respectivos animais, que um servo leva à outra parte, e vão para a casa a pé. Se prostram com o rosto no chão. Beijam o pó.

 São três homens poderosos, o indicam por seus vestidos muito ricos. Um de pele muito escura que desceu de um camelo, envolto em uma capa de seda branca, que se sustém na frente e na cintura com um cinto precioso, e deste pende um punhal ou espada que em sua empunhadura, tem pedras preciosas .

Os outros dois desceram de soberbos cavalos. Um está vestido com um tecido listrado branquíssimo onde predomina a cor amarela. O capuz e o cordão parecem uma só peça de filigrana de ouro. O outro traz uma blusa de seda e calças compridas, com mangas largas presos às extremidades amarradas nos pés.

 Está envolto num finíssimo manto, que parece um jardim vivo das cores das flores que o adornam. Na cabeça traz um turbante, que sustém uma corrente cravejada de diamantes.

Depois de terem reverenciado a casa do Salvador, vão para o lugar de caravanas, onde os servos pediram abrigo.

Agora já é depois do meio-dia. O sol brilha no céu. Um servo dos três atravessa a praça, pela escadinha da pequena casa, entra, sai e volta para o albergue.

Saem os três personagens, seguidos cada um de seu próprio empregado. Atravessam a praça. Os pedestres são poucos e voltam para olhar para estes homens pomposos com andar lento e solene. 

Desde que saiu o escravo da casa e vêm os três personagens, já se passou uns bons quinze minutos, tempo suficiente para aqueles que vivem na casa, se prepararem para receber os hóspedes.

Vem agora mais ricamente vestido que na noite. A seda resplandece, brilham as pedras preciosas, uma grande pluma de jóias espalhadas no turbante do que o traz, brilha.

Um servo traz um cofre com rebites em ouro polido. Outro, um troféu que é uma preciosidade. Sua cobertura é muito melhor, lavrada toda em ouro. O terceiro, traz um tipo de ânfora de grande porte, também em ouro, com uma espécie de tampa em forma de pirâmide, e sobre sua ponta há um brilhante. Devem ser pesados, porque os servos trazêm-los, fatigados, especialmente o que traz o cofre.

Sobem a escada. Entram. Entram em uma sala que vai desde a rua até ao fundo da casa. Ele vai para o pequeno jardim por uma janela aberta ao sol. Há portas nas paredes, e os proprietários aparecem: um homem, uma mulher e um Menino.

Maria está sentada com o Menino em seus joelhos, José ao seu lado, em pé. Levanta-se, inclina-se quando vê que entram os três Reis Magos. Ela traz um vestido branco que a cobre a partir do pescoço até os pés. tranças loiras adornam a cabeça. Seu rosto está vermelho devido a intensa emoção.

 Nos seus olhos há uma imensa doçura. De sua boca sai a saudação: "Que Deus esteja com vocês." Os três   se detém por um momento surpreendidos, logo se adiantam e se prostram a seus pés. Lhe dizem o que se sentem.

Ainda que Ela os convide para sentar, não aceitam.permanecem de joelhos apoiados sobre os calcanhares. Atrás da entrada, os servos estão ajoelhados. Colocam diante deles os presentes e ficam esperando.

Os três Sábios contemplam o Menino, que eu acho que tem agora cerca de nove meses ou um ano. É muito alegre. É robusto. Ele está sentado nos joelhos de sua mãe e sorri e tenta dizer algo à sua vozinha.

Como a mãe, está todo vestido de branco. Em seus pezinhos traz sandálias. Sua veste é muito simples: um tuniquinha da qual saem dois pezinhos intranquilos, as mãozinhas rechonchudas, que querem tocar em tudo, sobretudo seu rosto no qual resplandecem dois olhinhos na cor azul-escuro. Sua boquinha se abre e deixa ver seus primeiros dentinhos. As risadas parecem polvilhadas com pó de ouro tão úmidas e brilhantes parecem.

O mais velho dos três fala em nome de todos. Dizem à Maria que vieram numa noite de dezembro passado, em que pendia no céu uma estrela de brilho inusitado.

 Os mapas do céu que tinham não registravam esta estrela, e nem dela falavam. Seu nome era desconhecido. Nascida da vontade de Deus, tinha vindo a anunciar a verdade aos homens, um segredo de Deus.

Mas os homens não tinham feito caso, porque tinham a alma atolada na lama. Eles não tiveram seus olhos voltados para Deus, e não conseguiram ler as palavras que Ele trazia, sempre sendo louvado com estrelas de fogo na abóboda dos céus.

2 comentários:

gabriella disse...
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