Jesus, nosso único amor

Jesus, nosso  único amor
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Tudo por um mundo cheio do Amor Incondicional de Deus por nós. Mudemos o mundo levando as imagens invisíveis do Céu para a humanidade que hoje só crê nas imagens visíveis.

ZELAR PELA MÃE TERRA

ZELAR PELA MÃE TERRA
JUlHO - MÊS DO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE JESUS

domingo, 14 de março de 2010

QUARESMA - SÉTIMA PALAVRA DE JESUS NA CRUZ

2ª parte de 3

No livro "Providência Divina", editado há 6 meses, relatava a morte de minha mãe e a profunda evangelização que recebemos todos os que estivemos perto dela enquanto agonizava.

Para quem não o leu, comento que foi uma agonia feliz, tranqüila, em paz, confiada plenamente no Amor de Deus; foi a agonia de uma pessoa impaciente para ir e se encontrar com a Misericórdia que a estava esperando do outro lado dacama. Ela nos pedia orações e canções, enquanto repetia, com os grandes olhos azuis, muito abertos, o pedido de Jesus: "Pai, em Tuas mãos entrego meu espírito!"

Enquanto ela morria, eu pensava na morte de Jesus... Agora o Senhor permitia que eu, pobre pecadora, presenciasse aquele instante e revivesse assim o outro, unidas as duas circunstâncias pela Infinita Onipotência dAquele que tudo pode e no amor dAquele que é o próprio Amor. Poucos momentos de minha vida serão tão marcantes e tão difíceis de explicar...

No Gólgota, o céu estava quase negro, a terra inteira tremia e todas as pessoas tinham começado a correr, fugindo. Uns, gritando de medo por ver a própria natureza se sacudindo, outros chorando e implorando perdão, e repetindo que verdadeiramente Este Homem era o Filho de Deus.

"Volto ao Pai", disse-me Jesus, "e um dia compreenderão, aqueles maus irmãos que fizeram um emprego de sua vocação, o verdadeiro sentido de Minha predileção por eles, ao lhes conceder a graça de Me fazer presente através de suas mãos na Eucaristia..."

"Então já não usarão o Altar para proferir uma homilia que possa confundir em lugar de ajudar o homem, para fazer política, para justificar um salário ou simplesmente para 'cumprir com seu dever' quando já não puderem evitar, e o fazem olhando para o relógio para sair correndo a cumprir com suas outras 'obrigações'..."

"Esses terão que fazer uma parada em seu caminho para o abismo, e reconhecerão que seu amor por eles mesmos é maior que o amor e o desejo de serviço a Deus e ao homem; porque com sua atitude lhe tiram a confiança e desanimam aquele que decide ir - ao menos uma vez por semana - ao encontro Comigo..."

"A eles e a vós, digo de Minha Cruz: Não vos queixeis de que as seitas se vão enchendo de gente, sem vos perguntar se é uma conseqüência do vosso testemunho..."

Tornei a ouvir aquelas palavras que representavam o final e o princípio de tudo: "Pai, em Tuas mãos entrego Meu Espírito!" e a cabeça do Salvador da humanidade se recostou sobre Seu ombro e Seu peito, e assim permaneceu um momento antes de pender totalmente sobre o peito. Esse momento, que poderia ter sido interminável e que às vezes creio que viverá sempre perto de mim, estava absolutamente presente em meus olhos, em meus ouvidos, quando me disse:

"Tinha todo o Corpo destroçado, mas Minha alegria era tão grande, que da colina de Minha Paixão contemplei o Céu e exclamei que, tudo tendo sido cumprido perfeitamente, nas mãos do Pai amoroso entregava Meu Espírito."

"Esse Espírito, que foi revelado aos homens no dia de Meu Batismo no Jordão, retornaria ao Pai Comigo, para que novamente a Trindade estivesse Plena na Glória. E assim como se abriram os Cèus aquele dia para que a Luz irradiasse ao Amor da Terceira Pessoa, como diz o Evangelho, em forma de uma pomba, agora se rasgava o véu do Templo que cobria a Arca da Aliança, para sentenciar os que Me haviam condenado e aquilo sim os horrorizou, pela cultura e educação daquela gente."

"A missão do Verbo estava concluída, a tremenda batalha havia chegado a seu fim. Morria o Filho do Homem, entregue voluntariamente por Amor. Depositava-Me, com confiança, nas mãos de Meu Pai, pacificamente, docemente. Outro havia morrido horas antes enforcado, desesperado; como morrem os covardes, os traidores, os que não amam a Meu Pai e portanto não confiam no perdão."

Logo voltou a Luz, dissiparam-se as trevas e, ao ver minha surpresa, Jesus falou da Cruz.

"Esta Luz que vês chegaria em pouco tempo aos Meus Apóstolos, para iluminá-los e assisti-los através deste Meu Espírito que depositava nas mãos do Pai. Ele viria recordar-lhes tudo quanto de Mim escutaram e assistir-lhes para que esse conhecimento penetrasse tão profundamente neles que lhes permitisse, por Sua Força, adquirir toda a sabedoria e santidade necessárias para prolongar-Me neles: para continuar caminhando entre Vós, para continuar curando, para continuar abençoando, para continuar salvando..."

"Tudo isto teve que ser visto por testemunhas, para que se chegasse a compreender o valor real do sacrifício de um Homem que entrega voluntariamente sua vida em doação a Deus e aos outros homens."

O Senhor não me disse, mas compreendi que era esse mesmo Espírito que se derramaria depois sobre os sucessores dos Apóstolos; pois de alguma maneira estava se referindo aos sacerdotes e leigos comprometidos..

Depois Jesus continuou me falando: "Cumpri tudo, volto ao Pai, e vós, os que Me amais, sereis também perseguidos, caluniados, humilhados, maltratados... Mas não estais sozinhos, permaneço convosco e deixo convosco o que há de mais precioso em Minha Vida: Minha Mãe, que desde agora será vossa Mãe."

Quando Jesus terminou de dizer isto, vi que se aproxima um soldado e, tomando uma lança, sussurra algo que não chego a entender e, com um gesto de piedade, atravessa o lado do Senhor e cai uma quantidade de sangue e água, salpicando o rosto do soldado que cobre os olhos com a mão e cai por terra.

O peito do Redentor estava cheio de luz, com uma harmonia de matizes que não poderia descrever, sai desse lado aberto algo como água mas que é brilhante e depois sangue que se mistura a essa água. Vai abrindo sulcos na terra e por onde passa o sangue se levantam umas açucenas maravilhosamente brancas.

Desaparece a Cruz de Jesus, em seu lugar vejo agora uma enorme igreja, e nela vão entrando essas flores, como se deslizassem. Mas por outro lado também vão entrando muitíssimos jovens vestidos de túnica branca.

De repente me vejo dentro dessa igreja e contemplo: diante do Altar estão todas essas flores brancas, que agora se convertem em jovens mulheres, e do outro lado rapazes vestido com albas. Rapazes e moças estão prostrados em humilde oração e têm os braços em cruz. Entendo que são as mulheres e homens que estão sendo consagrados, entregando suas vidas a Deus...

Ouço um coro maravilhoso, como o que escutei alguma vez durante a Santa Missa, e vejo Jesus Ressuscitado, majestosamente vestido, como um Rei que no momento faz um sinal e de um a um os jovens vão se aproximando dEle, para que Ele mesmo unja suas mãos enquanto sorri, com o amor que algumas vezes observo nos olhos de um pai olhando para seus filhos.

Jesus olha para mim por uns segundos e depois diz, enquanto se dirige para o centro do Altar: "Através da Ordem Sacerdotal, com a força do Espírito Santo, todos os pecados dos homens serão perdoados e eles abrirão para vós as portas do Cèu... Mas sou um amante ciumento que exige deles todo o seu querer. Espero tudo de uma alma, de acordo com a vocação a que foi chamada um dia e ao convite que continuo fazendo diariamente em sua vida normal através das circunstâncias."

Nesse precioso instante, a visão de Moisés e Jesus voltou de maneira terrível. Procurarei ser o mais fiel possível ao descrevê-la. Vi Moisés, parado sobre um patamar do Monte Sinai, nas mãos duas pedras grandes com uns gráficos (suponho que são os Mandamentos). Abaixo estava o povo em um ruído terrível e umas cenas asquerosas. Mais pareciam bestas que humanos. O rosto do Profeta se tornou quase vermelho, congestionado, eu o vi cambalear e depois com força e raiva jogou as duas pedras sobre o povo. Foi como se cem cargas de dinamite caíssem sobre eles porque muita gente voava pelos ares, e muitos caíam dentro de uma grande cova no chão, gritando.

Depois vi Jesus, levantado sobre a Cruz e atrás dEle dois enormes anjos com o rosto muito brilhante, mas com uma expressão muito forte de desgosto. Um deles carregava umas "tábuas" (digamos assim), como as pedras que carregava Moisés, mas eram de carne. Se as juntassem formariam certamente um coração. Em uma delas estava escrito: "Amarás a Deus sobre todas as coisas" e na outra "Amarás a teu próximo como a ti mesmo". O ouro Anjo tinha nas duas mãos uma enorme Taça cheia de Sangue.

Quando os dois anjos estavam para jogar sobre o globo terrestre aquelas "tábuas de carne" e o Cálice com Sangue, ouviu-se uma voz varonil que dizia: "Alto!... Infundirei Minha Lei em seus corações, eles serão Meu povo e Eu serei seu Deus..."

Os dois anjos, ao escutarem a voz, ajoelharam-se baixando a cabeça e desapareceram de minha vista.

Em um instante pensei no paralelismo entre Moisés e Jesus. E me horrorizei de pensar no que teria acontecido se os Anjos lançassem aqueles dois mandamentos e o Cálice de Sangue sobre a terra... Penso que teríamos perecido todos, recebendo talvez um castigo que, com nossos pecados, parecemos estar pedindo a gritos.

Diante desta lembrança, não me move o sentimento a outra coisa do que a pedir a Deus misericórdia para o mundo.

Estou certa de que, quem ler este testemunho, compreenderá o momento que vivemos e concordará comigo que, se não nos ajoelharmos diante de Jesus, vivo no Santíssimo Sacramento do Altar, fazendo reparação e unindo nossas orações, aquela taça transbordará e se perderá grande parte da humanidade.

Então vi a Santíssima Virgem, sentada no chão, com Jesus recostado sobre um tecido e Sua cabeça no colo da Virgem. Ela o acariciava e beijava, derramando abundantes lágrimas.

Eu sou mãe, e quando alguma vez meus filhos tiveram sofrimentos e estiveram longe de mim, senti uma dor espiritual e física. Quando tento explicar, digo que me doem os peitos que alimentaram o filho que agora sofre ou tem problemas.

Contemplar este quadro e pensar no Coração de nossa Mãe me incita tanto respeito, que creio que não se pode menos do que prostrar-se em terra. Aí está a Mulher, sustentando a cabeça de Seu Filho morto, aceitando a dor que está lhe transpassando o Coração.

Quando uma pessoa querida morre, sabe-se que a dor fica. O que se foi não leva a dor.

Neste caso, desde o primeiro "Sim" da Virgem até este momento, a vida de ambos esteve tão intimamente unida, que um podia sofrer ou se alegrar com os sentimentos do outro.

Se a Igreja proclama que toda dor humana é redentora, que serve para a salvação das almas quando oferecida a Deus com amor, como pode alguém se indignar quando ouve dizer que Maria foi Corredentora ao pé da Cruz?

O laço que une a Mulher do Gênesis, cuja descendência esmagaria a cabeça da serpente, com a mulher vestida de sol do Apocalipse, não é precisamente o da "Corredenção", - o fato de que Ela havia participado ativamente, também como vítima, naquele santo sacrifício - que se perpetrou aos pés da Cruz?

Peço perdão pelo dito anteriomente se ofendo aos homens mas que o julgue nossa Mãe Igreja, que minha formação não é suficiente para esboçar sequer um critério; mas o amor reconhece o AMOR e para isso não se necessita sabedoria.
Extraído do livro: "Do Sinai ao Calvário" de catalina Rivas

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