Jesus, nosso único amor

Jesus, nosso  único amor
Olhai sempre por nós

Sejam bem vindos e mergulhem no Amor de Deus por nós!

Tudo por um mundo cheio do Amor Incondicional de Deus por nós. Mudemos o mundo levando as imagens invisíveis do Céu para a humanidade que hoje só crê nas imagens visíveis.

ZELAR PELA MÃE TERRA

ZELAR PELA MÃE TERRA
Minha doce Mãe, te ofereço essas flores!

sexta-feira, 5 de março de 2010

QUARESMA - PRIMEIRA PALAVRA DE JESUS NA CRUZ

1 parte de 2
A Grande Cruzada de Amor e Misericórdia -Do Sinai ao Calvário

Primeira Palavra
Quando Lhe arrancaram a roupa, todos esperavam em absoluto silêncio que Aquele Homem se rebelasse ou que pedisse perdão, misericórdia, diante de seus adversários. Alguns esperam isso, que Ele se rebele ou suplique perdão para aquela sentença. Outros esperam que, como Filho de Deus que diz ser, suplique a Seu Pai que faça chover fogo do Céu, para castigar aqueles que O maltrataram tanto. O tempo parece ter parado para eles, no entanto Este Homem pouco move os lábios: silenciosamente, reza…

Mas há quatro pessoas que esperam outra coisa: João, Maria Madalena, Maria de Cléofas e a Virgem Maria E me parece que Jesus também espera algo diferente… Também Ele…

Esperam ver aquelas pessoas que foram curadas por essas Mãos que agora estão sendo traspassadas. Onde estão aqueles que escutaram Seus ensinamentos no Monte das Bem-aventuranças? Onde aqueles que receberam o perdão de seus lábios? Onde estão os homens que conviveram com Ele por quase três anos?... Onde estão os que Ele havia ressuscitado em corpo e alma?

O que vejo me dói e sei que estou lacrimejando. Então escutei a voz de Jesus, que falou e me disse que não tinha pensado somente neles, mas em toda a humanidade, em todos nós, os de ontem e de hoje, aqueles que, apesar de tê-Lo conhecido e recebido tantos benefícios Dele, um dia haveriam de Lhe dar as costas: uns por covardia, por temor à perseguição, outros por medo das caçoadas por assumirem ser cristãos, outros por comodidade, outros porque crêem que tudo merecem e seu egoísmo não os leva a pensar senão em si mesmos. A maioria, por indiferença, por tibieza ou por incredulidade e falta de fé.

Então me repetiu as Palavras do Evangelho: “…Não os temais, pois; porque nada há de escondido que não venha à luz, nada de secreto que não se venha a saber. O que vos digo na escuridão, dizei-o às claras. O que vos é dito ao ouvido, publicai-o de cima dos telhados…”

Por isso estou aqui escrevendo, ajudada por Ele, para que não estejais entre aqueles a quem Jesus se refere com tanta dor.

Os soldados haviam terminado de colocar Jesus sobre a Cruz. Até uns minutos antes, somente se escutava as marteladas nos cravos, primeiro amortecidas por Sua Carne virginal e logo secas, contra o madeiro. Ele não reclamava, Ele perdoava, Ele rezava e o silêncio crescia nas gargantas esperando as primeiras palavras ou gritos do crucificado.

Quando levantaram a Cruz no alto, o pranto das mulheres rompeu o silêncio e então começou novamente o horror: os gritos, os insultos, as caçoadas, as cuspidas, o desafio a Deus, no preciso momento em que se enfrentam o ódio e o Amor, a soberba e a Humildade, o diabólico e o Divino, a rebelião e a Obediência à Vontade de Deus!

Jesus olhou para mim, e foi como se Seus olhos claros me levantassem, despertando-me de meus despojos para sentir que me perdia na profundidade daquela dor… Começou a me falar novamente e Suas Palavras faziam eco em meu coração, como se imediatamente se fizesse um enorme buraco. Disse tristemente:

“Fui submetido a um julgamento em que não tinham de quê acusar-me, pois nada mau havia feito. Jamais houve em Minha boca uma mentira, e ainda assim as falsas testemunhas que foram convocadas diante desse tribunal infame, para falar contra Mim, careciam de qualquer coerência em seus testemunhos. Meu único pecado e o motivo de Minha condenação à morte foi o fato de afirmar algo que não poderia negar diante de ninguém: que era o Filho de Deus.”

Calou-se e eu sentia que estava quebrada diante daquele tormento moral e físico. Quantas coisas passavam por minha mente em segundos! Quantos sentimentos que talvez nunca possa explicar!

Pouco depois, Sua voz, em um tom varonil e calmo, com Palavras entrecortadas, despertou-me e escutei o que talvez nenhuma das pessoas que ali estavam esperava ouvir dos lábios dste condenado à morte:

“Pai, perdoai-os, porque não sabem o que fazem…”

Todos ficaram mudos diante destas Palavras, muitos deles estremecidos pelo impacto, acabavam de reconhecer diante de Quem se encontravam.

Que injusta ironia! Sua sentença foi por proclamar-se Filho de Deus. Porque ousou chamar a Deus de “Pai”, “Abba”, ou amado Papai, “Paizinho”, como muitos diríamos hoje. Por isso o condenaram… E no entanto está pedindo a Seu Pai que tenha Misericórdia para Seus verdugos.

Está pedindo que esse grave pecado não lhes seja levado em conta por Seu Pai Deus. E com este ato está deixando o melhor exemplo de tudo o que transmitiu em Seus anos de pregação. Está dando testemunho vivo, nos atos, do que nos ensinou: Amar e pedir pelos inimigos, pelos que nos fazem mal.

As Palavras que um dia se ouviram de Seus lábios no Monte das Bem-aventuranças, convertia-as em fatos agora, no Monte chamado “Gólgota” ou “da Caveira…”

Quanto satanás se regozijou com a Paixão do Filho de Deus! No entanto, se antes a dor de Jesus o havia feito rir, agora com estas Palavras uivava de ira, correndo a meter-se naqueles monstros que torturavam o Filho do Homem, Aquele Homem por Quem “o anjo mau” ou “diabo” foi lançado do Céu.

Deste modo queria conseguir que a crueldade dos verdugos aumentasse contra Jesus, a ponto de desafiá-lo e tentá-lo que descesse da Cruz. Esse teria sido o triunfo do demônio: que Jesus aceitasse o desafio e com isso caísse na tentação da desobediência e da soberba.

O inimigo das almas se retorce de raiva porque foi cumprida a sentença: o Filho da Mulher do Gênesis estava pisando sua cabeça contra o solo ao ganhar-nos a entrada ao Céu e não com espadas ou armas, não com tanques ou aviões de guerra, como se ganhan as batalhas na terra para justificar nossas misérias, mas sim com um Homem destroçado nessa Cruz…

Esse Homem que, assim como perdoou a Pedro, à mulher adúltera, à Madalena e a tantos outros… da mesma maneira pede perdão humildemente ao Pai, para ensinar-nos que a doçura e o amor podem mais que a soberba, que as humilhações dos outros, que o látego, a postura auto-suficiente e a prepotência.

Para mostrar-nos que o nobre, o sábeio e o Santo são reconhecidos por sua simplicidade e humildade e não por seus gritos ou posses terrenas; por sua coragem ao aceitar o sofrimento e não por fazer sofrer aos outros.

Não, não há Misericórdia para Ele. Mas Ele pede Misericórdia para eles, para todos nós, homens e mulheres, desde Adão e Eva até o último homem que nascerá antes do fim do mundo.

Sabe que desta profundo dor nascerá uma Igreja; esse é o grande e saboroso fruto - conseqüência feliz da mistura de sangue e água que depois manará do Lado aberto - fruto de Amor de quem está deixando dois mandamentos nos quais se resumem os dez dados por Seu Pai também em outro monte: no Sinai, a Moisés.

Se cumpres esses dois mandamentos, derramar-se-á sobre ti todo um rio de Misericórdia e serás salvo. Há somente uma condição para ganhar essa Misericórdia: “AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AMAR A TEU PRÓXIMO COMO A TI MISMO”. Ele não veio abolir as leis dos Profetas, mas cumpri-las. Toda Sua vida não foi outra coisa que dar cumprimento às profecias que sobre Ele se disseram em tempos anteriores. Desde Sua concepção no ventre puro de uma virgem…

Aos seres humanos nos custou tanto aceitar dez regras em troca de tanto Amor, de tantas bênçãos, do dom da vida, da liberdade de escolha… que Deus mesmo decidiu encarnar-Se em um ventre humano para mostrar-nos que sim, é possível cumprir esses mandamentos.

Extraído do livro: "Do Sinai ao Calvário" de Catalina Rivas

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